sexta-feira, setembro 25

ETFs cripto: veja as diferenças entre investir em criptomoedas e fundos

Os ETFs de criptoativos oferecem uma forma de obter exposição ao mercado de criptomoedas por meio de fundos negociados em bolsa. Já a compra direta envolve adquirir a própria criptomoeda, como Bitcoin ou Ethereum, normalmente por meio de uma plataforma especializada.

Apesar de estarem relacionados ao mesmo mercado, as duas alternativas possuem diferenças importantes em relação à estrutura, custódia, negociação e riscos.

O que é um ETF de criptoativos?

ETF é a sigla para Exchange Traded Fund, ou fundo negociado em bolsa. Esses produtos possuem uma carteira ou estratégia definida e suas cotas são negociadas no mercado.

A CVM explica que ETFs são fundos de investimento negociados em bolsa e que podem acompanhar diferentes índices ou carteiras. A autarquia também reconhece os ETFs de criptoativos como uma das formas de exposição ao mercado de criptomoedas.

Como funciona a compra direta de criptomoedas?

Na compra direta, o investidor adquire a própria criptomoeda. No caso do Bitcoin, por exemplo, a pessoa passa a possuir BTC e precisa considerar como o ativo será armazenado e protegido.

A custódia pode envolver uma plataforma especializada ou uma carteira digital, dependendo da forma utilizada pelo proprietário.

Essa característica diferencia a compra direta de um ETF, no qual o investidor possui cotas de um fundo, e não diretamente as criptomoedas mantidas na estrutura do produto.

Como funciona um ETF cripto?

No ETF, o investidor compra e vende cotas na bolsa. A carteira do fundo segue a estratégia estabelecida em seus documentos, podendo proporcionar exposição a uma criptomoeda, a um índice ou a uma cesta de ativos relacionados ao setor.

A CVM destaca que, nos ETFs, o investidor obtém exposição indireta aos ativos que compõem a carteira do fundo.

ETF ou criptomoeda: qual é a principal diferença?

A diferença fundamental está no que o investidor possui.

Na compra direta, a pessoa possui o criptoativo. No ETF, possui uma cota de um fundo que proporciona exposição ao mercado de criptoativos.

Essa distinção pode afetar aspectos como custódia, negociação, custos e forma de acompanhamento do preço.

Custódia é diferente

Na compra direta de Bitcoin ou outra criptomoeda, a responsabilidade pela custódia depende da estrutura utilizada. O proprietário precisa considerar questões relacionadas à segurança das credenciais e ao armazenamento do ativo.

Nos ETFs, a estrutura de custódia faz parte do funcionamento do fundo e segue as regras aplicáveis ao produto.

A CVM já destacou que questões de segurança e custódia estão entre os riscos que precisam ser considerados nas operações envolvendo criptoativos.

Como ocorre a negociação?

Outro ponto de diferença está no ambiente de negociação.

As criptomoedas são negociadas em mercados próprios de ativos digitais, enquanto as cotas de ETFs são negociadas em bolsa, dentro das regras aplicáveis ao mercado de capitais.

Essa diferença pode tornar os horários, procedimentos e custos de negociação distintos entre os dois tipos de exposição.

Os riscos também são diferentes?

Ambos podem sofrer com a volatilidade do mercado de criptomoedas. Uma queda no preço do Bitcoin, por exemplo, pode afetar tanto quem possui BTC diretamente quanto quem possui um ETF relacionado ao ativo.

Entretanto, o ETF também possui riscos próprios, como custos de administração, liquidez das cotas e diferenças entre o desempenho do fundo e seu ativo ou índice de referência.

A CVM alerta que criptoativos podem apresentar níveis elevados de volatilidade e que é importante conhecer suas características e riscos.

E a regulamentação?

No Brasil, a regulamentação depende da natureza do produto e do ativo envolvido. A CVM informa que Bitcoin e a maioria das criptomoedas não são, por si só, valores mobiliários. A competência da autarquia se aplica aos criptoativos que se enquadram nessa categoria, além de situações específicas envolvendo derivativos.

Os ETFs, por sua vez, são fundos sujeitos às regras aplicáveis a esse tipo de produto financeiro.

Veja as diferenças em resumo

CaracterísticaCompra diretaETF de criptoativos
O que é adquiridoA própria criptomoedaCotas de um fundo
NegociaçãoMercado de criptoativosBolsa
CustódiaResponsabilidade conforme a estrutura escolhidaIntegrada à estrutura do fundo
ExposiçãoDiretaIndireta
CustosDependem da plataforma e operaçãoIncluem custos próprios do fundo
VolatilidadeExposição direta ao ativoPode acompanhar o ativo, com diferenças de desempenho
DiversificaçãoDepende dos ativos compradosPode acompanhar uma cesta ou índice

ETFs podem reunir diferentes criptoativos

Nem todo ETF cripto possui a mesma composição. Alguns produtos são concentrados em um único ativo, enquanto outros acompanham índices ou carteiras com diferentes componentes.

Por isso, é necessário observar a estratégia e a composição de cada fundo. A própria CVM destaca que os limites e características dos ETFs de criptoativos dependem das regras aplicáveis ao produto.

Entenda a diferença entre as duas formas de exposição

Investir diretamente em criptomoedas e utilizar ETFs são maneiras distintas de participar do mercado de ativos digitais. A primeira envolve a aquisição da própria criptomoeda, enquanto a segunda utiliza um fundo negociado em bolsa para proporcionar exposição ao setor.

A escolha entre essas estruturas depende das características do produto, dos custos, da forma de negociação e dos riscos envolvidos. Por isso, conhecer como cada alternativa funciona é importante para compreender as diferenças antes de tomar qualquer decisão financeira.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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