A Prefeitura de Maringá celebrou os 21 anos da criação da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (Semulher) na semana passada. Desde a fundação, em 2005, a pasta atua na prevenção e no combate à violência contra as mulheres, na garantia de direitos, na promoção de ações educativas e cursos profissionalizantes voltados ao fortalecimento da autonomia emocional e financeira feminina.
Mais do que marcar a data, o aniversário evidenciou um momento de consolidação e expansão das políticas desenvolvidas pela secretaria. Os avanços foram abordados em evento para servidoras e mulheres da comunidade em comemoração aos 21 anos de atuação na quarta-feira, 25.
Sobre a atual fase da Semulher, a secretária da pasta, Olga Agulhon, destaca que 10 projetos estão em tramitação para se tornarem lei ou decreto. O objetivo é transformar iniciativas que hoje são políticas de gestão em políticas públicas permanentes, assegurando continuidade nas próximas administrações. “Nosso propósito é dar condições para que a mulher seja protagonista da própria história, com independência emocional e financeira. As políticas voltadas para as mulheres ajudam a romper ciclos de violência e a garantir que não seja preciso entrar ou permanecer em um relacionamento por dependência”, afirma.
Entre os avanços recentes está a reformulação do Programa Qualifica Mulher, que passou a se chamar Mulher Protagonista. A mudança no nome veio acompanhada da ampliação no número de vagas e da diversificação das áreas ofertadas. Em 2025, foram disponibilizadas 845 vagas em cursos profissionalizantes. Neste ano, serão 1.722 vagas, mais que o dobro em relação ao ano anterior e praticamente o triplo em comparação com 2024.
Ainda na área de capacitação, ações implementadas em 2025 resultaram na criação dos projetos Educa Mulher e Feito por Elas. Com os três programas, Mulher Protagonista, Educa Mulher e Feito por Elas, o município oferece cerca de duas mil vagas em cursos de qualificação, aprimoramento e geração de renda. Entre as atividades em andamento estão cursos de artesanato de fuxico e de produção de ovos de Páscoa.
Outro destaque foi a formalização dos regulamentos e protocolos de atendimento do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram) e da Casa Abrigo, que garante respaldo legal e financeiro. “Estamos estabelecendo um padrão de atendimento junto às equipes. Assim, o trabalho fica sistematizado e não precisa ser refeito a cada nova gestão. Isso garante qualidade, segurança e continuidade no acolhimento às mulheres atendidas”, explica a secretária.
A Semulher também tem atuado para ampliar as possibilidades de captação de recursos junto ao Governo do Estado para o Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres (FMDM). Em 2025, ações estratégicas contaram com apoio do fundo, como a aquisição do Banco Vermelho, símbolo do combate à violência contra a mulher, instalado na Praça da Catedral, e a realização do 1º Fórum de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que reuniu representantes de 42 municípios e 20 palestrantes.
Fonte: Prefeitura de Maringá
