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Brasil tem quase 10% mais gado do que habitantes em 2025-Xinhua


Rio de Janeiro, 30 set (Xinhua) — O Brasil tinha um total de 234,3 milhões de cabeças de gado em 2025, quase 10% a mais do que sua população de 213,4 milhões, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rebanho bovino, no entanto, diminuiu 1,7% em comparação com 2024, quando atingiu 238,2 milhões de cabeças, o segundo maior número da série histórica iniciada em 1974.

A redução ocorreu em meio à forte atividade da indústria de carne brasileira. Em 2025, 42,9 milhões de cabeças de gado foram abatidas sob inspeção sanitária, um recorde na série histórica e um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior.

O pesquisador do IBGE, Octavio Costa de Oliveira, explicou que a redução do rebanho está relacionada principalmente à alta taxa de abate de fêmeas registrada desde 2024, o que diminuiu a capacidade reprodutiva do rebanho.

“Estamos em um ciclo de criação de gado com abate significativo, inclusive de fêmeas. Isso vem sendo observado desde 2024 e resultou em menor capacidade reprodutiva e, como consequência direta, na redução do rebanho em 2025”, afirmou.

Apesar da redução no número de animais, a produção de carne bovina atingiu um novo recorde em 2025, com aproximadamente 11,1 milhões de toneladas de peso de carcaça, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior.

As exportações brasileiras de carne bovina fresca também atingiram um recorde, com cerca de 3,09 milhões de toneladas exportadas durante o ano.

O estado do Mato Grosso possuía o maior rebanho bovino do país, com 31,6 milhões de cabeças, equivalente a 13,5% do total nacional.

Entre os municípios, São Félix do Xingu, no estado do Pará, manteve a liderança nacional, com 2,7 milhões de cabeças de gado.

A pesquisa do IBGE também mostrou expansão em outras atividades pecuárias. O número de galináceos aumentou 1,6%, para 1,6 bilhão de animais, enquanto os rebanhos de ovinos e caprinos também atingiram recordes, com 22,3 milhões e 13,5 milhões de animais, respectivamente.

A produção de ovos cresceu 5,7%, para 5,7 bilhões de dúzias, enquanto a produção de leite aumentou 2,7%, atingindo o recorde de 36,7 bilhões de litros.

Esse volume recorde de leite foi alcançado apesar da queda no número de vacas leiteiras para 14,7 milhões. A produtividade média, no entanto, aumentou 5,6%, para quase 2.499 litros por vaca.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o aumento da produtividade está ligado à incorporação de tecnologia e melhoramento genético na pecuária brasileira.



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