domingo, outubro 11

Contratada pela Prefeitura, Fadec apresenta relatório sobre manejo de águas pluviais no Parque do Ingá


No encerramento da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Maringá promoveu na tarde desta terça-feira, 7, uma apresentação pública sobre o manejo de águas pluviais no Parque do Ingá. A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec), vinculada à Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresentou o primeiro relatório da parceria firmada com o município para buscar soluções sobre o problema hídrico no Parque.

A gestão municipal assinou a parceria com a Fadec no ano passado. Esse é o primeiro de três relatórios que serão entregues pela fundação até setembro de 2022. A segunda etapa do estudo também já foi finalizada e deve ser apresentada em breve. O vice-prefeito Edson Scabora participou da reunião e reforçou o compromisso da gestão municipal em trabalhar de forma técnica para promover o desenvolvimento sustentável. 

A diretora-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), Juliane Kerkhoff, explica que a apresentação aberta ao público é uma forma de aproximar o tema da comunidade e mostrar as ações constantes da Prefeitura como forma de cuidado com as áreas verdes.

Nesta primeira etapa do estudo, a equipe da Fadec apresentou a modelagem do sistema de drenagem e das águas subterrâneas para análise da área do entorno do Parque e reuniu propostas para promover a infiltração da água da chuva e o retorno hídrico no lago.

O relatório identifica que o cenário atual do lago do Parque do Ingá é causado por múltiplos fatores climáticos e históricos. A coordenadora geral da pesquisa e professora da UEM, Cristhiane Okawa, explica que a impermeabilização do solo e o subdimensionamento da rede de drenagem, causados a partir do desenvolvimento urbano acentuado desde a década de 60, são alguns dos fatores que impedem que a água da chuva infiltre e retorne ao lago. Além disso, o desvio da água que era lançada no lago e a escassez hídrica a partir de 2019 também contribui para o cenário.

Nesta primeira etapa, o estudo apresentou algumas recomendações ao município, que já trabalha para colocá-las em prática. Uma das possibilidades para melhorar a drenagem e evitar alagamentos no entorno do Parque é a instalação de dois poços de infiltração em bocas de lobo. “Essa é uma solução em médio e longo prazos. Em um modelo matemático, ela obteve resultados e precisa ser validada na prática”, explica Cristhiane.

Outra recomendação da equipe é a instalação de monitoramento climatológico, hidrológico e hidráulico no Parque. Os equipamentos permitem o acompanhamento da chuva e também do nível da água do lago, além da temperatura, velocidade, qualidade e outros aspectos.

A diretora-presidente do IAM, Juliane Kerkhoff, explica que os técnicos do instituto dialogam com a Procuradoria Geral do Município sobre a melhor forma de execução dos poços de infiltração. Segundo ela, há também a possibilidade de parcerias para instalação dos poços. Os equipamentos de monitoramento estão em fase de orçamento e devem ser licitados em breve.

Participaram da apresentação pública os vereadores Professora Ana Lucia, Delegado Luiz Alves e Flavio Mantovani. A equipe da Fadec é formada pelos professores do Departamento de Engenharia Civil da UEM, Cristhiane M. P. Okawa, Sandro Rogerio Lautenschlager, Juliana Azoia Lukiantchuki, o engenheiro ambiental e doutorando da Unicamp, Cassiano Sampaio Descovi, o engenheiro civil e mestrando da UEM, Márcio Takashi Uyeno, a engenheira civil e mestranda da UFPR Mariana Borges Albuquerque e os acadêmicos do curso de Engenharia Civil da UEM, Lucas Gabriel de Souza Bairros e Gabriel Perina Gongora.

Fonte: Prefeitura de Maringá

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