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Exposição em homenagem aos trabalhadores vai tomar conta da mais famosa avenida de SP

Por PATRICIA em 01/05/2022 às 02:36:21

Murais pintados pelo artista brasileiro Eduardo Kobra retratando mulheres e homens exercendo suas profissões podem ser vistos ao longo da Avenida Paulista. A partir deste domingo (1º), a mais famosa avenida de São Paulo vai se tornar uma galeria de arte a céu aberto, com a exposição “Os 200 anos da independência e nós, trabalhadores”.

“Estou aqui representando as agricultoras, as mulheres do campo”, diz Cleide.

"Tenho muito orgulho de ser professor”, afirma Paulo Rogério.

“Estou aqui hoje representando todas as empregadas domésticas”, declara Ana.

Cleide, Paulo Rogério e Ana e mais 27 profissionais vão receber um olhar especial neste 1º de maio. Eles estão representados agora na arte e nas cores do muralista Eduardo Kobra, que desta vez destaca o trabalhador brasileiro.

“Eu venho espalhando isso pelo mundo todo com essas mensagens de união, de solidariedade, de respeito entre os povos, entre as culturas. E agora espero que toda a classe trabalhadora se sinta representada através desses 30 painéis que estão colocados aqui”, declara o artista Eduardo Kobra, com várias obras espalhadas pelo Brasil e o mundo e que agora tem seu trabalho exposto na avenida Paulista, no coração de São Paulo.

O bancário Rogério Marques da Silva teve seu retrato mesclado com a obra “O Filho do Homem”, do pintor belga Rene Magritte. “As Respingadoras”, de Jean-François Millet, inspira o retrato da catadora Maria Dulcinéia Santos. E a partir deste domingo estarão todos na Avenida Paulista.

Kobra “convidou” passageiros ilustres para incluir na pintura que representa no ônibus onde a Cássia Aparecida dos Santos trabalha como cobradora: “Cinco Moças de Guaratinguetá” - do artista Di Cavalcanti -, Tarsila do Amaral - em o “Autorretrato” - e, sentado bem pertinho dela, o trabalhador do campo retratado pelo pintor Candido Portinari em “O Mestiço”.

“Meu pai é pernambucano, a minha mãe é mineira e eu nasci em São Paulo. A minha família tem muita mistura: branco, moreno, negros”, lembra a Cássia Aparecida.

Cobradora há 10 anos, Cássia é mãe solteira, sustenta toda família e tem muito orgulho da profissão.

“Porque aqui é onde eu levo o pão para minha casa, onde eu tenho o meu sustento, onde eu pago as minhas contas, a onde eu me realizo, porque é o meu serviço", acrescenta a cobradora.

Em cada obra, há um QR Code com os depoimentos dos profissionais. É só apontar o celular para ouvir, por exemplo, o Fábio da Silva Oliveira contar que é padeiro, o que o faz também um artista desde os 14 anos.

“Pego o trigo, pego a água, pego o fermento, vamos trabalhar a massa, vamos modelar, vamos fazer aquele carinho, trabalhar com ela. E a hora que ela vai crescer, vai para o forno e vai tirar aquela "crocância", é uma arte, é um pão”, compara o padeiro.

Fonte: G1

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