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O padre Ambrogio Albertario é o novo exorcista do DF: "O mal existe"

Por PATRICIA em 22/05/2022 às 06:58:14

"Alguns sinais são falar palavras em língua desconhecida, a pessoa nasceu no Brasil e começa a falar ou entender idiomas que ela não conhecia; a manifestação de coisas distantes ocultas, saber de coisas inexplicáveis; mostrar uma força superior à idade ou condições físicas; e forte aversão a Deus, ao nome de Jesus e objetos santos", descreve o padre.

Para não confundir problemas espirituais com problemas psicológicos, o teólogo aconselha não substituir acompanhamento psicológico por aconselhamento religioso. "Os sacerdotes estudam psicologia para acompanhamentos, mas isso não substitui. E, geralmente, pessoas que se encontram em um estado de possessão são pessoas emocionalmente fragilizadas. Por isso, a fé não deve anular a ciência e nem a ciência anular a fé", completa Gidalti Guedes.

De acordo com o teólogo, é preciso identificar com muita responsabilidade qual é o papel da igreja na participação da solução para esses males. "Quais são as enfermidades, feridas da alma que nós temos e que provocam transtornos semelhantes a esses tipos de sinais. A teologia hoje, mais sadia, não está interessada em espiritualizar tudo e não comete os mesmo erros do período medieval, quando se atribuiu a casos psicológicos causas espirituais, como se tudo fosse causado por espíritos malignos."

Chamado

Há quem acredite que muitas das curas realizadas por Jesus Cristo foram feitas expulsando o demônio de quem se considerava doente. Para o padre Silvio, Jesus viveu o chamado de exorcista. "Podemos dizer que a missão de Jesus, sua vida foi toda um exorcismo, foi uma luta contra o mal. Eu, sendo exorcista, deixo que Jesus continue essa missão, que desenvolveu nesse sentido, por meio de nós. Isso é próprio do nosso ministério. Vivemos isso todos os dias, essa luta contra o mal. Ser exorcista é uma missão para ajudar as pessoas", disse o sacerdote.

Padre há 23 anos, Silvio Ambrogio Albertario nasceu em Pavia, Itália, e está à frente da igreja São Pedro Apóstolo, em Ceilândia, desde 2017. Na igreja local, quando ainda era jovem, ele sentiu o chamado para ser sacerdote e, aos 30 anos, foi "buscado por Deus."

Acompanhado por líderes, não demorou para ter certeza de que seria um missionário. "Ofereci a vida a Deus. Eu tinha outros planos, casar, por exemplo. Mas nunca tive arrependimento. Lutas e crises existem, porém, Deus foi levando. Foi uma eleição de Deus. Digo que não foi uma escolha, foi um chamado", conta.

A Arquidiocese de Brasília nomeou, na semana passada, Ambrogio Albertario como novo exorcista para atuar no Distrito Federal. Em nota, a entidade disse que ele permanece nas funções que já exerce na paróquia, acumulando este novo ofício e ministério, em favor da igreja em Brasília. O anúncio foi feito pelo arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa, por meio da Arquidiocese. 

 

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Fonte: Correio Braziliense

Tags:   Religião
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