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Varíola dos macacos: para especialistas, risco de pandemia é pequeno

Por PATRICIA em 22/06/2022 às 17:14:36

Além do toque nas lesões da pele, o contágio também se dá pelo contato direto com as gotículas expelidas pela pessoa infectada ao falar ou tossir, e pelas roupas ou toalhas dos pacientes.

Vírus foi encontrado no sêmen

Na segunda-feira (13), cientistas divulgaram que o vírus da varíola dos macacos foi encontrado no sêmen de pacientes na Itália. A infectologista Joana D’arc aponta que a descoberta levanta a possibilidade de mais uma via de transmissão: a sexual. Apesar de o nível de letalidade ser baixo, a especialista frisa que o momento é de alerta para os cuidados necessários. "Geralmente as pessoas costumam ter complicações por infecções secundárias", afirma. Mesmo sendo raro, a infectologista explica que é possível que o paciente desenvolva um quadro de infecção bacteriana associada ou até mesmo evoluir para meningite ou pneumonia.

A especialista esclarece ainda sobre a observação do maior índice do vírus em homossexuais. "Existe um tipo de população que busca mais os serviços de saúde", pontua a infectologista. Acerca de quando é necessário buscar atendimento médico, Joana orienta que a partir do momento da suspeita de sintomas ou contato com pessoas em suspeição é necessário procurar por orientação médica.

Sintomas

Um dos principais sintomas da doença são as lesões que se espalham pelo corpo. Em geral, o quadro dura cerca de 21 dias. "Os sintomas começam com cansaço, febre, dor no corpo, dor de cabeça e os gânglios são acometidos formando as ínguas", elenca o infectologista Hemerson. Segundo o especialista, o isolamento dos casos suspeitos e confirmados é o principal protocolo de segurança contra a varíola dos macacos. Cabe ressaltar também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o uso de máscaras.

"Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças", informou a Anvisa.

*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer

Fonte: Correio Braziliense

Tags:   SAÚDE
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