Eleição com recorde de pessoas com deficiência ainda impõe obstáculos
Alexandre Prudente, cadeirante, saiu cedo para votar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Chegar à urna, porém, foi uma jornada cheia de obstáculos. Nas eleições deste ano, ele é um dos quase 2 milhões de eleitores com deficiência aptos a votar, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral.
Acompanhado por familiares, Alexandre buscou o mesmo local de votação da eleição passada. Subiu dois lances de rampas e um elevador até o oitavo andar do prédio, até descobrir que sua seção tinha mudado de lugar.
“Minha seção funcionava na Igreja Metodista [de Vila Isabel] e, na última eleição, me transferiram para a Uerj. Agora, tive que subir essa rampa toda para ir votar. Chegando lá, descobri que me mandaram de volta para a Metodi...
