Biblioteca sustentável e sem bibliotecário criada por grupo 60+ incentiva o gosto pelo livro de papel

Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo

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Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)

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A Rua da Cidadania do Cajuru acaba de ganhar sua segunda biblioteca. É o acervo de livros organizado pelos alunos da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi) como prática do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A ideia foi proposta pelo grupo formado por oito alunos do polo e está à disposição da comunidade a partir desta quinta-feira (8/10).

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A biblioteca recém-criada está instalada no 1º andar, junto ao anfiteatro, no horário de funcionamento da Rua da Cidadania (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h). A primeira é a Casa da Leitura Hilda Hilst, da Fundação Cultural, que funciona no térreo.

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A Unapi é uma proposta do governo estadual em parceria com a Prefeitura de Curitiba. São três polos na cidade, coordenados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).

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Proposta sustentável

Por enquanto, o novo acervo conta com cerca de 250 livros sobre arte, clássicos da literatura, best sellers e títulos para crianças. Todos foram doados pelos alunos, amigos e colegas de outros polos da Unapi e colocados em estantes feitas de material reciclável: pallets e caixas usadas no transporte de frutas e verduras previamente limpos e pintados.

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O fato de os livros serem usados e ganharem como estantes caixas de madeira antigas obedece ao propósito de sustentabilidade da ação. “O grupo se embasou nos pontos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que tratam de saúde e bem-estar, educação de qualidade e cidadania e comunidades sustentáveis. Também é um contraponto à cultura das telas e valorização do meio por onde eles aprenderam a ler e desenvolveram o gosto pela leitura”, explica a coordenadora do polo Cajuru da Unapi, Carla Trisotto.

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Aposta na responsabilidade

Outra singularidade da biblioteca é o seu sistema de funcionamento. Quem tiver interesse em ler algum livro, é só chegar, escolher e anotar o empréstimo na planilha colocada sobre uma bancada. “Não vai ter ninguém cuidando. A ideia é que as pessoas levem os livros, devolvam em bom estado assim que terminarem de ler e também doem títulos para aumentarmos o acervo e a circulação. Só pedimos que não tragam apostilas, manuais e livros religiosos”, conta a coordenadora do projeto e aluna da Unapi Cajuru Edite Viana dos Santos Alves, que é bibliotecária e consultora aposentada.

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Edite acredita que, a partir das anotações sobre os leitores e os títulos emprestados, será possível formar grupos semelhantes aos clubes de leitura. “Poderemos reunir quem leu os mesmos títulos para discutir sobre o assunto abordado em cada obra. Seria muito interessante”, explica.

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Participaram da estruturação do projeto os alunos Claudete Lúcia Segueto, Eneida Neves da Rocha, Francisco Nocko, Jeni Amélia Laskoski, José Luís Alves Júnior, Mitsue Ito Possani e Ivanilda de Oliveira.

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