Texto: Claudia Regina de Oliveira Gabardo
Secretaria Municipal da Comunicação Social (Secom)
Faltando mais de duas semanas para o próximo Conecta Parcerias, marcado para o dia 23/10, já era sabido na coordenação do programa de capacitações técnicas que seria necessário abrir mais uma turma e garantir lugares para as organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em se atualizar sobre execução financeira e prestação de contas das entidades.
“São 12 pessoas na fila de espera. Estamos vendo como acomodar essa demanda extra”, dizia a gerente de Relações com o Terceiro Setor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Ana Flavia Nogara Souza. Data e horário para uma nova turma estão em estudos.
Credibilidade
Para o secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior, a procura pelo programa é sinônimo de credibilidade. “A proposta sempre foi promover a expansão das ações e a autonomia financeira das OSCs, que são grande parceiras da administração municipal e precisam de suporte. Elas confiaram em nós desde o primeiro dia e colocam em prática os conhecimentos compartilhados”, pondera.
A responsabilidade pelo sucesso do programa, que foi aberto em maio do ano passado e já soma 11 edições com 1.642 pessoas na plateia, vem do progresso atingido de diferentes formas pelas entidades participantes. “Eu me sentia só, mas o networking proporcionado e a divulgação alcançada pelo nosso trabalho levaram à ampliação da equipe e ao fortalecimento das ações”, conta a diretora-executiva do Instituto Leo Perussolo (ILP), Iara Finger Varela.
Crescendo e ocupando espaços
Há quatro anos trabalhando como voluntária na entidade, Iara conta que a participação frequente no Conecta Parcerias deu frutos. Por exemplo, trouxe mais alunos e pais de adolescentes para seus projetos sociais, além de estreitar laços com atores do Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente como o juizado especializado.
“Já recebi carta de juiz da Vara da Infância e da Adolescência consultando o Instituto sobre vagas para adolescentes. Antes isso não acontecia, mas nós já estávamos aqui. A equipe do Conecta acreditou no nosso potencial e continua muito presente na nossa rotina”, conta Iara, que recebe estudantes em situação de vulnerabilidade para aulas de contraturno e, na Escola de Parentalidade, pais de Curitiba e da Região Metropolitana interessados em melhorar o relacionamento com os filhos.
Encontros inspiradores
Para Renan Costa Ferreira, que coordena o Lar Hermínia Scheleder, em Colombo, a troca de experiências e o relacionamento com gestores de outras OSCs é um diferencial importante no leque de propostas das capacitações. “Essas reuniões oxigenam a gente. Fiquei impressionado com o voluntariado dos hospitais Cajuru e São Marcelino Champagnat e vamos trabalhar para ter um voluntariado maior e organizado como aquele”, disse o gestor da entidade, que acolhe 35 crianças.
O papel do voluntariado na rotina das entidades sociais marcou o Conecta Parcerias de setembro, realizado no auditório do Hospital Cajuru, mas não foi a único a inspirar o coordenador da unidade de acolhimento. “No ano passado, estava na palestra do diretor de um projeto sobre tênis para crianças e adolescentes. Fiquei me perguntando por que não podemos apresentar mais modalidades esportivas também para os nossos acolhidos. Saí de lá com a sensação de que dá pra melhorar mais”, recorda.
No Lar, que é mantido pela Associação Comunitária Presbiteriana (ACP), a garotada continua jogando futebol e nadando na academia parceira, mas surgiu algo novo: a prática de atividades como pedalar e – muito conhecidos de gerações passadas – o betes (jogado com bastão e bola) e o futebol de botão. A esgrima, planeja Renan, deve ser uma das próximas atividades ofertadas.
