Beijing, 29 set (Xinhua) — A China implementará subsídios aos juros para empréstimos habitacionais a partir de 1º de outubro de 2026, como parte dos esforços para ajudar a reduzir os custos de compra de moradias e estimular a demanda habitacional dos residentes.
Com um período de implementação provisória de um ano, as autoridades fiscais fornecerão um subsídio anual de 1 ponto percentual para compradores elegíveis de aquisição de primeira moradia, de acordo com um aviso emitido conjuntamente pelo Ministério das Finanças, pelo Banco Popular da China e pela Administração Nacional de Regulação Financeira, nesta terça-feira.
Esta é a primeira vez que o governo central oferece subsídios de juros para empréstimos habitacionais comerciais.
Esta política de subsídio aos juros é focada para quem está comprando imóvel residencial pela primeira vez. A área construída de cada unidade adquirida não deve exceder 120 metros quadrados e o preço de compra não deve exceder 1,5 milhão de yuans (US$ 222.516).
Sob esta política, o montante máximo de empréstimos com juros subsidiados pode chegar a 1 milhão de yuans, e o período de subsídio pode ser estendido por até cinco anos.
De acordo com estimativas, para uma hipoteca pessoal comercial de longo prazo de 1 milhão de yuans, os subsídios podem ajudar os mutuários a reduzir os pagamentos de juros acumulados em quase 50 mil yuans.
Ao definir o preço da habitação, a área construída e a categoria de empréstimo, a política visa beneficiar precisamente o público-alvo e ajudar as famílias de baixa renda a reduzirem o peso das suas prestações mensais do financiamento habitacional, disseram os departamentos.
A política foca nos compradores de primeiros imóveis com necessidades básicas, apoiando as famílias na compra de pequenas e médias residências e de preços relativamente baixos, de acordo com os departamentos.
Espera-se que a política reduza os encargos do crédito imobiliário para novos residentes urbanos, graduados universitários recém-empregados e famílias urbanas assalariadas, disse Luo Zhiheng, economista-chefe da Yuekai Securities.
Nos últimos anos, a China introduziu medidas ao lado da oferta para apoiar o desenvolvimento do mercado imobiliário, incluindo o apoio à emissão de novos títulos para fins especiais para reservas de terras e o apoio aos governos locais na compra de moradias comerciais existentes para uso como habitação a preço acessível. Desta vez, o foco mudou para o lado da demanda, ampliando ainda mais os esforços de política por meio da coordenação fiscal-financeira.
Especialistas do setor acreditam que os subsídios aos juros podem reduzir os custos de compra de imóveis, acelerar a liquidação de estoque de habitações novas e aliviar a pressão de financiamento sobre as incorporadoras imobiliárias.
A política demonstra claramente um forte apoio à demanda rígida de compra de moradias, ou demanda por primeira casa, e por sua vez influenciará a subsequente demanda por substituição e atualização, disse Yan Yuejin, vice-diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento E-house da China.
Li Yujia, pesquisador-chefe do Centro de Pesquisa sobre Políticas Habitacionais de Guangdong, disse que a política de subsídio aos juros reduzirá o custo dos empréstimos hipotecários dos residentes e melhorará sua disposição de assumir alavancagem, restaurando assim o efeito acelerador financeiro do setor imobiliário.
Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas no começo deste mês mostraram uma queda anual menor nos preços das casas nas principais cidades chinesas em agosto, apontando para mais sinais de estabilização.
Em agosto, as autoridades chinesas aprofundaram as reformas no sistema de fundos de previdência habitacional e aperfeiçoaram os regulamentos sobre vendas de moradias comerciais e financiamento imobiliário.
O pacote de políticas está trabalhando de forma coordenada tanto dos lados da oferta quanto da demanda, com o objetivo de melhorar as expectativas do mercado, restaurar a disposição dos residentes de comprar casas e promover o desenvolvimento estável e saudável do mercado imobiliário, disseram especialistas.
